sábado, 6 de fevereiro de 2010

Agora mais um pouco de introdução!

Falaí pessoas! Tudo tri?

Falei do rádio... mas e o direito??

Tá... Vamos lá, contar a história do direito!

Na verdade, nunca quis fazer direito. Digamos que foi uma forma de ceder à pressão do meu velho, que sempre sonhou ver o seu filho formado em direito. Enfim, com 17, 18 anos, não tinha como enfrentar ele de frente e falar que eu queria fazer jornalismo, já que o meu sonho era ser radialista, comunicador.

Bem... EU era tão fora da casinha, que no meu primeiro vestibular, que foi na UFRGS, coloquei como primeira opção JORNALISMO e como segunda... MEDICINA! Tipo... Totalmente fora da casinha! Isso pq se eu não tivesse média pra passar em jornal, como teria média pra passar em medicina, sendo que o índice de nota é 2x mais do que jornal? Que tonto...

Tá... E, depois de 6 meses de cursinho, passei em direito na Unisinos, em 1996, para cursar o segundo semestre. Não foi fácil, pois tava bem concorrido e também pelo fato de que o curso de direito da Unisinos é um dos melhores do país.

Fiz os 3 primeiros semestre, fazendo só bagunça! Não ia direito na aula. Ficava zuando com os professores, não levava à sério e ali conheci o que era REPROVAR, fato este nunca ocorrido durante a minha vida estudantil. Enfim, não queria aquilo e já estava querendo a transferência para o curso de jornal.

Lembro-me de que num desses momentos, eu ter sido expulso da aula da Professora Brasília, na aula de História do Direito, pois ela mandou eu retirar o boné e eu disse que não ia tirar e talz. Enfim... Rebeldinho módafócavidalokaumssincuçeti. Não tinha o que fazer mesmo.

Mas isso mudou em 1997, quando comecei a fazer a disciplina de Direito Civil – Parte Geral I, no segundo semestre daquele ano. O professor era um carinha com um pouquinho de idade a mais do que eu. Fazia sucesso na sala por causa da mulherada, que pagava pau pra ele só porque ele era novinho e todo galã!

Mas foram dias fantásticos. Nunca quis tanto ter aula em plena sexta a noite! O guri, além de ser um excelente professor, com notável saber jurídico, isso com tão pouca idade... Era um cara muito parceiro, que nos intervalos deixava de ir para a sala dos professores para tomar café com a galera no bar!

Ali eu aprendi tudo o que eu precisava e também a inspiração para que eu me atirasse de cabeça no mundo jurídico. Comecei a pegar gosto pela área. Inclusive, em 1997, comecei a fazer meu estágio no Ministério Público do Estado do RS...

Bem... Mas ocorria um problema muito sério, que infelizmente me fez postergar um pouco a formatura... Sou de família de origem pobre. Graças a Deus somos unidos no amor entre cada um de nós e a Deus. Mesmo nas dificuldades, estávamos sempre ali, apoiando um ao outro, para que pudesse vencer a sua barreira. Mas, infelizmente, não dispunha de muita grana para poder custear o ensino, que nesse país beira o absurdo de caro!

Muitos me julgam pelo fato de que tenho 31 e estudo direito há quase 14 anos. Porém, tento ignorar esses comentários e, tentando driblar todas as adversidades, vou buscando o meu espaço e, se tudo der certo (e como vai dar!), vou colar grau no final do ano!

Muito difícil de escrever isso, pois, me faz voltar no tempo... Bateu um aperto no coração!
Mas assim, a vida segue! Cada dia é um desafio! E procuro fazer desse desafio a minha morada, para poder valorizar cada conquista, cada vitória, e chegar no final e falar com todas as letras...

EU VENCI!

Tâmujuntu sempre! Abraço!
(Post escrito, de forma inspiradora, em uma sombra, da churrasqueira nº 217, do Terminal Turístico Ipiranga, em São Miguel do Iguaçu/PR, durante a tarde insólita do dia 6 de fevereiro de 2009, por volta das 13h45)

E no mp3: Jack Johnson – Flake/ Sitting Waiting Wishing

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